"A arte e ciência dos cuidados físicos e da reabilitação. Com o sentido restrito à área de saúde, está voltada para o entendimento da estrutura e mecânica do corpo humano."

ATRIBUIÇÕES

O fisioterapeuta presta serviços nas áreas da saúde, educação, esporte, empresarial, atuando ainda no campo da pesquisa.
O exercício profissional do fisioterapeuta compreende a avaliação físico-funcional do paciente, a prescrição do tratamento, a indução do processo terapêutico, a alta no serviço de Fisioterapia e a reavaliação sucessiva do paciente para constatação da existência de alterações que justifiquem a necessidade de continuidade das práticas terapêuticas.

sexta-feira, 3 de abril de 2015

ESPECIALIZAÇÃO EM GERONTOLOGIA - EINSTEIN

Especialização em Gerontologia pela Sociedade Israelita Albert Einstein. 
Garantindo as pessoas um melhor envelhecimento. Garantindo ao paciente um tratamento mais humanizado.


Monografia - Tema: "IMPACTO DAS QUEDAS NA QUALIDADE DE VIDA DOS IDOSOS, NA POPULAÇÃO BRASILEIRA"




sábado, 15 de junho de 2013

Habilitada a atuar nas diversas áreas da fisioterapia como: Pilates, RPG (reeducação postural), reabilitação motora, cardio-respiratória, neurológica, pediátrica, uroginicológica, geriátrica, osteopatia e também na área de estética corporal. 
O consultório oferece parcerias com outras especialidades como nutricionista, psicóloga e academia para completo condicioamento físico.

Avaliações e Resultados
Avaliar pessoalmente é um segredo de sucesso no tratamento. A fisioterapia estética é uma ciência,  mas cada caso é único!
Nenhum tratamento pode ser indicado sem que haja uma avaliação completa. A partir do início dos tratamentos, as reavaliações individualizadas e periódicas deverão servir de guia para que, ao final, todos os objetivos tenham sido alcançados.

Horário de funcionamento:
De segunda a sábado com horários agendados, atendendo assim a disponibilidade e maior atenção ao paciente.

Endereço:
Rua Fábio de Almeida Magalhães, 333 - Pirituba - São Paulo / SP
ou
na Clinica REVITIE - CEMUS -  Praça Eugênio Lessi, 13 - Centro - Campo Limpo Paulista / SP

Telefone:
(11) 98524-6659
(11)3804-6659

E-mail: osanalenhaioli@gmail.com

domingo, 20 de janeiro de 2013

DRENAGEM LINFÁTICA

A busca pela beleza e saúde, encontrou uma nova aliada, a Drenagem Linfática; alguns vídeos sobre o assunto podem serem vistos aqui no FISIOTERAPIA. Mas se você que experimentar, fale conosco, agende uma avaliação, faça uso de mais esta técnica que vem crescendo no campo da estética.


domingo, 16 de setembro de 2012

Na data de 15 de setembro de 2012, tive o prazer de ser homenageada com o Diploma de Honra ao Mérito "Enfermeira Juliana Fabiano Alves" outorgado pelo Núcleo "Paulistas de Itapetininga! Às Armas!" unidade da Sociedade de Vetereanos de 1932 - MMDC.
A Cerimonia aconteceu em um dos mais belos cartões postais de São Paulo, o Obelisco do Ibirapuera, local onde repousam os Heróis Paulistas da Revolução Constitucionalista de 1932.




sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Fisioterapia Aplicada na Osteoporose

Trabalho realizado por:
- Flávia Souza CAMPOS 1
- Kamila Esteves COSTA 1
- Bianca Alves Pereira da SILVA 1
- Tainá ALVES 2
- José Wagner Cavalcante Muniz 3

Contato:
kamila_esteves@hotmail.com
Trabalho realizado na Universidade da Amazônia - UNAMA
1. Acadêmicos do Curso de Fisioterapia da Universidade da Amazônia - UNAMA
2. Professora da Universidade da Amazônia – UNAMA
3. Coordenador do Curso de Fisioterapia da Universidade da Amazônia - UNAMA


 
RESUMO
Objetivo: realizar uma revisão de literatura, no sentido de identificar o papel da Fisioterapia na osteoporose. Método: trata-se de uma pesquisa bibliográfica de caráter descritivo e exploratório, referenciando o método de abordagem dedutivo, e utilizando como técnica a documentação indireta de fontes secundárias. Conclusão: A Fisioterapia é de suma importância já que se trata de uma patologia degenerativa, servindo o acompanhamento fisioterapêutico para minimizar os efeitos degenerativos, melhorando assim o estilo de vida do paciente.
 
DESCRITORES: Osteoporose, fisioterapia na osteoporose. 

Objective: to carry through a literature revision, in the direction to identify the paper of the Fisioterapia in osteoporose. Method: one is about a bibliographical research of descriptive and exploratório character, referenciando the deductive method of boarding, and using as technique the indirect documentation of secondary sources. Conclusion: The Fisioterapia is of utmost importance since it is about a degenerative pathology, serving the fisioterapêutico accompaniment to minimize the degenerative effect, thus improving the style of life of the patient.
 
KEY- WORDS: Osteoporose, fisioterapia in osteoporose.

 
INTRODUÇÃO
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) a osteoporose é uma doença ósseo-sistêmica, caracterizada por uma diminuição da massa óssea e deterioração da microarquitetura do tecido ósseo com o conseqüente aumento da fragilidade do osso e suscetibilidade de fraturas (1.2).
            “A osteoporose afeta milhões de brasileiros e leva a aproximadamente 1,5 milhão de fraturas por ano no Brasil e isso está provocando um caos do ponto de vista social, com muitos gastos de tratamento, e em alguns casos até de incapacidade, com diminuição de mão-de-obra também, e a tendência é que essa incidência aumente cada vez mais, devido ao próprio aumento da longevidade”. Presidente Executivo do Congresso Mundial de Osteoporose e Ex-Presidente da Sociedade Brasileira de Osteoporose, Dr. Rubem Lederman.
            A prevalência de osteoporose e a incidência de fraturas variam de acordo com o sexo e a raça. As mulheres brancas na pós-menopausa apresentam maior incidência de fraturas. A partir dos 50 anos, 30% das mulheres e 13% dos homens poderão sofrer algum tipo de fratura por osteoporose ao longo da vida. As medidas preventivas compreendem a ingestão de quantidade adequada de cálcio, exercícios físicos, a correção de hipoestrogenismo e o controle dos fatores que favorecem as fraturas (de CICCO 2000). (3)
A fisioterapia tem uma importância fundamental no tratamento da osteoporose, nos quais se destacam os benefícios cardíaco, respiratório, muscular e ósseo, contribuindo para a melhora da qualidade de vida desses pacientes. O objetivo dos programas de atividade física em indivíduos acometidos de osteoporose não é tanto favorecer a aquisição de massa óssea, mas promover uma melhora no equilíbrio, força muscular, coordenação, condicionamento físico, na amplitude de movimento, diminuição de dor; visando sempre a prevenção de quedas e consequentemente risco de fraturas (PLAPLER, 1997).
 
OBJETIVO
Realizar uma revisão da literatura, no sentido de identificar o papel da Fisioterapia na osteoporose, (5).
 
MÉTODOS
No período de 2 a 7 de Junho, no Campus da Unama, Alcindo Cacela, foi realizada a pesquisa com o objetivo de colher dados sobre osteoporose, abordando seu conceito, tipos, fisiopatologia, fatores de risco e diagnóstico, bem como relacionar o tratamento fisioterapêutico nos portadores dessa patologia.
            Trata-se de uma pesquisa bibliográfica de caráter descritivo e exploratório, referenciando o método de abordagem dedutivo, e utilizando como técnica a documentação indireta de fontes secundárias. Sendo assim foram consultadas algumas referências de livros e artigos de revistas ou retirados de sites específicos no assunto e tiveram como palavras chaves – osteoporose, fisioterapia na osteoporose.
 
O QUE É A OSTEOPOROSE?
A osteoporose é uma Doença Osteometabólica, caracterizada por diminuição progressiva da massa óssea, com modificações na arquitetura trabecular, levando à diminuição da resistência óssea e a um maior risco de fraturas, em presença de traumas de baixa energia ou menor impacto, (4).
 
TIPOS DE OSTEOPOROSE?
- Tipo I ou pós-menopausa: É de alta reabsorção óssea, decorrente de uma atividade osteoclástica acelerada e ocorre entre as idades de 51 e 75 anos, afetando seis vezes mais mulheres do que os homens. É responsável por fraturas no corpo das vértebras (por achatamento) e por fraturas nos antebraços. (4). A osteoporose pós-menopausa ou Tipo I está associada à insuficiência estrogênica do climatério, ou condições que induzem precocemente ao hipoestrogenismo (diminuição de estrógenos).
- Tipo II ou senil: A osteoporose deste tipo está ligada à reabsorção óssea normal ou ligeiramente aumentada, associada a uma atividade osteoblástica diminuída, com formação óssea diminuída - a osteoporose senil ou de involução, mais freqüente nas mulheres mais idosas, a partir dos 70 anos, e também no homem, (4). É responsável por fratura, não apenas na coluna vertebral, como também na pelve, ossos longos, costelas, quadril e punho, (4).
 
O QUE É FATOR DE RISCO?
É qualquer situação que aumenta a chance do indivíduo desenvolver osteoporose.

Não modificáveis
Sexo feminino - uma em cada três mulheres e um em cada oito homens com mais de 50 anos são afetados pela osteoporose;           Idade superior a 65 anos; Raças branca ou amarela; História familiar de fratura.
 
Potencialmente modificáveis
Menopausa precoce; Hipogonadismo; Períodos de amenorréia prolongada; Índice de massa corporal baixo; Imobilização prolongada; Existência de doenças que alterem o metabolismo ósseo, como endocrinopatias, doenças reumáticas crônicas, insuficiência renal ou anorexia nervosa; Utilização de fármacos que provocam diminuição da massa óssea, como corticosteróide, anticonvulsivantes e anticoagulantes, antidepressivos, ansiolíticos e/ou anti-hipertensores; Estilo de vida, como dietas pobres em cálcio, sedentarismo, tabagismo, alcoolismo e consumo excessivo de cafeína.

SINTOMAS
 
A osteoporose é uma doença silenciosa, não apresentando sintomas até que aconteçam as fraturas ósseas. Os ossos que se quebram com maior facilidade são as vértebras, fêmur, costelas e ossos do punho.
            Como conseqüência das fraturas vertebrais, pode ocorrer diminuição da altura e alterações na postura, que determinam dores nas costas e deformidades da coluna como a corcunda. Algumas pessoas também se queixam de dores nas juntas.

 
COMPLICAÇÕES
As principais e mais temidas complicações da osteoporose são as fraturas. Quando elas ocorrem nos corpos vertebrais além de dor o paciente pode apresentar alterações da postura como a cifose (corcunda) e desvios laterais da coluna (escoliose). Alguns casos de fratura de fêmur necessitam de tratamento cirúrgico. Isso implica em internação hospitalar, repouso e posteriormente fisioterapia para recuperação dos movimentos.
 
COMO SE DIAGNÓSTICA?
O diagnóstico precoce faz-se através de uma osteodensitometria de dupla energia radiológica, que permite identificar as categorias e avaliar o risco de fratura. Podem ser feitas, também, avaliações laboratoriais e radiogramas da coluna dorsal e lombar de perfil, para rastrear a presença de deformação vertebral, entre outros exames, (4).
COMO SE TRATA?
Há diferentes abordagens terapêuticas, consoante a história de fratura e fragilidade, mas normalmente implica tanto medicação como outro tipo de medidas. Nas pessoas mais idosas, institucionalizadas ou com mobilidade reduzida e com propensão para quedas, são equacionados os usos de suplementos de cálcio e de vitamina D, o uso de protetores das ancas e medidas de prevenção das quedas, (4). Uma vez instalada a osteoporose, os tratamentos resultam geralmente em uma redução da perda de massa óssea com pouco ganho real. O tratamento de base para manutenção da massa óssea envolve medicamentos inibidores da reabsorção óssea (estrógeno...), estimuladores da formação óssea (vitamina D) e substancias coadjuvante (cálcio...). A fisioterapia desempenha um papel fundamental no tratamento da osteoporose, trazendo benefícios para o sistema cardiorespiratorio, muscular e ósseo, contribuindo assim para melhora da qualidade de vida desse paciente, em contrapartida a inatividade física é um fator que colabora intensamente para a refração, (4).   
O objetivo da fisioterapia não é tanto favorecer a aquisição de massa óssea, mas promover a melhora no equilíbrio, força muscular, coordenação e condicionamento físico, na amplitude de movimento, diminuição da dor, visando sempre prevenção de quedas e consequentemente risco de fraturas, (4)O exercícios que podem ser realizados por indivíduos osteoporóticos são: caminhadas por 50 minutos cinco vezes na semana; atividades que envolvam equilíbrio e coordenação; exercícios que envolvam situação de peso; atividades que envolvam a extensão da coluna. Alguns exercícios devem ser evitados como, por exemplo: aeróbica de alto impacto, corrida e salto, uma vez que aumentam o risco de fraturas vertebrais por causa da fragilidade das vértebras; flexão da coluna, porque aumentam as forças de compressão na coluna, aumentam o risco de colapsos vertebrais; atividades que envolvam risco de quedas como: step, caminhada em terrenos irregulares, etc.; movimentos resistidos de fechamento e abertura de quadril, pois nesses movimentos aumenta-se a chance de fraturas proximais do fêmur.
 
CONSIDERAÇÕES SOBRE O TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO
Tempo: Resultado positiva em um tempo prolongado de tratamento, tendo uma adaptação do idoso ao programa com freqüência e continuidade, (4).
Ambiente: Importância de um ambiente calmo e tranqüilo, (4).
Velocidade: A velocidade dos movimentos deve ser lentamente favorecendo a integridade óssea, onde movimentos bruscos e fortes podem levar à fratura, (4).
Respiração: Deve-se enfatizara respiração profunda e lenta associada a velocidade dos movimentos, (4).

CONCLUSÃO
Devido ao aumento da expectativa de vida, e com isso um aumento do número de idosos na população, é de extrema necessidade que os profissionais de saúde estejam preparados a essa nova realidade e que planejem programas de prevenção contra a osteoporose, incluindo campanhas que mostrem a importância da reposição hormonal paras as mulheres pós-menopausa que são as mais acometidas por essa patologia. A Fisioterapia é de suma importância já que se trata de uma patologia degenerativa, servindo o acompanhamento fisioterapêutico para minimizar os efeitos degenerativos, melhorando assim, o estilo de vida do paciente, (5).  
 
REFERÊNCIAS:
1. SOARES, Alberto. Consenso Brasileiro de Osteoporose 2002. Rev Brasileira de Reumatologia – Vol 42 nº 6 – Nov/Dez, 2002.
2. ROBBINS, Stanley L.(Stanley Leonard) et al. Fundamentos de Robbins patologia estrutural e funcional . 6. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, c2001. 766 p., il. ISBN 8527706369
Pos graduação Lato-sensu em Fisiologia do Exercício e Avaliação Mrfo-funcional-Universidade Gama Filho
4. _______ Osteoporose. Portal da Saúde. Publicado: 10/11/2005. Disponível em: http://www.minsaude.pt/portal/conteudos/enciclopedia+da+saude/doencas/doencas+
reumaticas/osteoporose.htm. Acessado em: 03 abr. 2007.
5. OLIVEIRA, K.F. Intervenção Fisioterapêutica na Artrose. Disponível em: http://www.interfisio.com.br/index.asp?fid=164&ac=1&id=6. Acessado em 03 abr. 2007.
 
 http://www.wgate.com.br/conteudo/medicinaesaude/fisioterapia/reumato/osteo_kamila.htm
 
Obs.:
- Todo crédito e responsabilidade do conteúdo são de seus autores.
- Publicado em 31/07/07
 

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

FISIOTERAPIA NA SAÚDE DA MULHER EM ESTÁGIO SUPERVISIONADO DE UMA FACULDADE DO MUNICÍPIO DE VITÓRIA-ES

Por: Fabiana Menezes de Miranda
Profa. do curso de Fisioterapia da FESV-ES

Em: http://www.portaldafisioterapia.com/?pg=fisioterapia_na_saude_da_mulher&id=1219
 
A fisioterapia tem surgido com um novo papel, integrando programas de promoção e prevenção na saúde da mulher. Esses novos modelos de assistência têm-se mostrado eficazes para tratamento de incontinência urinária, principalmente para mulheres climatéricas e gestantes no último trimestre gestação.
 O estágio de fisioterapia voltado para a saúde da mulher, realizado semestralmente pela Faculdade Estácio de Sá de Vitória-ES têm obtido resultados, consideravelmente importantes, para essa disfunção, tanto na recuperação como na prevenção, além de obter relatos de melhora nas disfunções sexuais dolorosas femininas, assim como nas disfunções orgásmicas.

Palavra chave: Incontinência, Fisioterapia, Estágio curricular

Introdução

A incontinência urinária é, hoje, um problema de saúde pública que afeta principalmente mulheres climatéricas, como mostra Guarisi et al, onde demonstraram que 35% apresentavam incontinência urinária por esforço. Essa prevalência torna-se ainda maior quando comparada com sexo masculino (3:1) (Polden, 2005).
Apesar do alto índice, poucas são as mulheres que procuram algum tipo de tratamento, devido à vergonha de procurar atendimento, falta de conhecimento e esclarecimento do problema e até mesmo despreparo de alguns profissionais da saúde.
Incontinência urinária é definida, segundo a sociedade internacional de continência como “uma condição em que a perda involuntária de urina é um problema social, higiênico e objetivamente demonstrável”. É uma condição multifatorial que afeta diferentes faixas etárias e que ainda é considerada por muitos, erroneamente, como uma condição normal do envelhecimento. Essa condição constrangedora pode levar a frustrações, afastamento de convívio social, quadros depressivos e até mesmo, ser precursor de doenças oportunistas.
Durante muitos anos a cirurgia era considerada a melhor opção de tratamento, mas as recidivas eram freqüentes após alguns meses ou até anos, submetendo as pacientes a novas cirurgias, e muitas vezes, com piora do prognóstico.
Atualmente, a fisioterapia em combinação com tratamento médico, visa melhorar o quadro clínico deste comprometimento ou, ao menos, melhorar as condições higiênicas, psicológicas, além de envolver os familiares nos cuidados e esclarecimentos sobre todo o mecanismo fisiológico do problema e sobre todos os recursos disponíveis para solucioná-los.
A fisioterapia voltada para incontinência urinária acontece em Unidades de Saúde da Grande Vitória e Centro de Convivência do bairro Jardim Camburi no município de Vitória-ES, durante o estágio supervisionado curricular da Faculdade Estácio de Sá, onde é feita avaliação e tratamento específico. Além disso, os alunos esclarecem dúvidas através de seminários e cartilhas elaboradas por eles. O interessante é que, muitas vezes, os alunos detectam incontinências leves, que algumas mulheres não tinham consciência da existência.
Continência
A continência urinária é mantida quando existe uma boa sustentação do trato urinário, função esfincteriana normal dos músculos, disposição anatômica normal dos órgãos, pressão intra-uretral maior que a intravesical, inervação da musculatura lisa íntegra e normalidade do músculo detrusor.
Incontinência
Geralmente são divididas em cinco tipos, dentre elas serão definidas as duas principais:
-IU premente ou de urgência - perda involuntária da urina acompanhada de um desejo forte de micção.
-IU por esforço – perda urinária involuntária aos esforços tais como: tossir, espirrar, saltar, correr, etc. É considerada a mais comum das incontinências e a mais fácil de tratar.
É importante ressaltar que existe um tipo de incontinência urinária temporária que pode ser causada por uma infecção urinária, e que pode ser resolvida após o tratamento medicamentoso desta infecção.

Climatério
É um período em que os hormônios produzidos pelos ovários vão progressivamente deixando de ser fabricados. A diminuição desses faz com que os ciclos menstruais tornem-se irregulares, até acabarem completamente. Nesta fase de transição ocorrem alterações físicas e psíquicas importantes, que comprometem a qualidade de vida da mulher.
As alterações hormonais do climatério provocam diminuição de fibras de colágeno e hipotrofia muscular de apoio do trato genital, perda de elasticidade, entre outros, predispondo a um possível quadro de incontinência.
Gestantes
O peso do feto, principalmente no último trimestre, provoca compressão dos órgãos pélvicos. Além disso, as mudanças anatômicas temporárias e o esforço do parto podem ser causadores em potencial de incontinência urinária em mulheres que não realizam um programa de exercícios preventivos.
Tratamento Fisioterapêutico
O tratamento fisioterapêutico ocorre todo semestre com turmas do 70 período de fisioterapia, em mulheres com idade igual ou superior a 45 anos e gestantes nos três trimestres de gestação, através de estágio supervisionado.
Primeiramente é realizada uma avaliação sucinta, individual e específica em cada mulher, para a preparação de um protocolo de tratamento e evolução do quadro.
O trabalho é feito em grupos, onde os alunos iniciam por palestras educativas, previamente sugeridas pelas mulheres envolvidas e, é fornecida uma cartilha resumida sobre o assunto abordado em cada palestra. Logo após ensinam exercícios específicos, principalmente os de assoalho pélvico.
Ao final do atendimento elas são orientadas a realizar algumas atividades em casa, diariamente.
O estágio tem carga horária de 125h com uma freqüência de duas vezes por semana.

Palestras
As palestras são realizadas antes dos atendimentos, através recursos como: data-show, vídeos, pôsteres, cartilhas entre outros.
Os temas são sugeridos pelas próprias mulheres do grupo, onde podemos citar: câncer de mama, climatério, papel dos hormônios femininos, desenvolvimento do feto, benefícios dos exercícios na gestação, amamentação e higiene do bebê, desenvolvimento do feto, posições para relação sexual na gestação, incontinência urinária, exercícios para melhora das disfunções sexuais na melhor idade, métodos anticoncepcionais, planejamento familiar etc.
Exercícios
-Terapia comportamental ou reeducação da bexiga – consiste na micção em tempos para treinar a bexiga, tendo como objetivo separar a necessidade de urinar do ato de urinar.
-Percepção de assoalho pélvico – Consiste em treinar a propriocepção dos músculos do assoalho pélvico, identificando cada grupo por ação realizada. Diferencia as contrações dos músculos responsáveis pelo fechamento da uretra, dos músculos vaginais e anais.
-Trabalho muscular do assoalho pélvico – São realizados trabalho de fortalecimento e resistência dos músculos, de acordo com a necessidade. São realizados exercícios de Kegel, que são específicos para correta contração muscular. O fisioterapeuta deve condicionar o paciente a não utilizar, de forma compensatória, outros músculos, como: abdominais, adutores do quadril e glúteos.
Os exercícios são realizados com mudanças de decúbito de forma progressiva e são utilizados materiais, como: bolas de Bobath de tamanhos diferentes, colchonetes, halteres etc.
Considerações finais
Apesar da incontinência urinária, hoje, receber atenção especial em todo o mundo, ainda ocorre dificuldade de aceitação do problema pela maioria das mulheres, que preferem, muitas vezes, o isolamento à procurar um tratamento. Acredita-se que este fato se dê, principalmente, pelo baixo nível educacional, pela falta de orientação e até mesmo, decepção de métodos realizados no passado, sem manutenção, para evitar recidivas.
Os programas de fisioterapia na saúde da mulher têm a possibilidade de serem difundidos e podem ser implementados em locais menos convencionais, como possibilidades menos onerosas na saúde da mulher, evitando, muitas vezes, procedimentos mais invasivos, caros, com tempo de recuperação muito maior e nem sempre tão eficazes.
É importante salientar que a resolutividade dar-se-á a partir do momento em que os profissionais da saúde envolvidos, passarem a trabalhar de forma interdisciplinar e não apenas multidisciplinar.
Devemos enfatizar que os exercícios devem ser realizados, também, de forma preventiva, devendo ser incorporados à vida diária da mulher independente da faixa etária, visto que as mesmas são as maiores vítimas desta disfunção.

Referências

1-MARQUES, Keila S. Frade; FREITAS, Patrícia A.C. de. A cinesioterapia como tratamento da incontinência urinária na unidade básica de saúde. Fisioterapia em movimento, Curitiba, v.18, p.63-67, 2005.
2-POLDEN, Margaret; MANTLE, Jill. Fisioterapia em obstetrícia e ginecologia. São Paulo: Santos, 2005.
3-SOUZA, Cláudia E.C. Incontinência Urinária. Saúde em movimento. 2003
4-ACIOLY, Marília C.A.C. Sampaio. A incontinência urinária no climatério: uma proposta de tratamento fisioterapêutico. disponível em <htpp:// www.wgates.com.br>. acesso em 10 de Julho 2008.
5-Freitas, F. et al. Rotinas em ginecologia. Porto Alegre:3ed, Artes médicas, 1997. 358p.
6-GUARIS, IT; NETO, AMP; OSIS, MJ; et al. Incontinência urinária entre mulheres climatéricas brasileiras: inquérito domiciliar. Ver Saúde Pública, v.35, p. 428-35, mai. 2001.
7-LEON, MIWH. A eficácia de um programa cinesioterapêutico para mulheres idosas com incontinência urinária. Fisioterapia Brasil, v.2, n.2, 107-15. 2001.
8-SACOMORI, Cínara; CARDOSO, Fernando Luis. O papel da fisioterapia no tratamento das disfunções sexuais. Nova Fisioterapia, Rio de Janeiro, n.61, 14-16, Mar/Abr. 2008.

sábado, 21 de maio de 2011

JURAMENTO

“Prometo dedicar-me à profissão de Fisioterapeuta utilizando todo conhecimento científico e recursos técnicos por mim adquiridos durante o medir de esforços, assegurando aos pacientes sob meus cuidados o bem-estar físico, psíquico e social.

Juro honrar o nome da Fisioterapia com amor, respeito e dignidade, empregando todos os meios para fazê-la conhecida e valorizada.”